Bem vindos ao nosso Blog

Um espaço que tem por objetivo divulgar as produções dos alunos da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves/ Dourados MS.

Trata-se de uma iniciativa dos acadêmicos bolsistas do PIBID/ letras- UEMS, que visa o incentivo á leitura e produção textual.



sábado, 24 de setembro de 2011

Desafio: Que fim você daria pra essa história??

I – Chegando na hora
U


ma leve brisa pairava naquela manhã, um vento espalhava as folhas secas pela rua formando um largo e mesclado tapete, mostrando que o outono além de ser uma das melhores estações, era também um belo ‘decorador’. Allian olha pela janela, e um pouco contrariado, se prepara para ir à faculdade, nem mesmo essas lindas cenas da natureza, fazia com que ele visse a cidade com bons olhos.
Desde o começo, discordara da mudança, mas ultimamente seus pais andavam tomando decisões sem o hábito familiar de consultar os outros membros. Para quem começaria o primeiro semestre de um curso a muito esperado, Allian não mostrava muita empolgação. Já fazia duas semanas que estava na nova cidade e não se interessara em conhecer o Campus, ou pelo menos algum colega de curso. Isso fazia com que ele se sentisse como se estivesse indo para sua primeira aula no colegial. Sabia dos ‘trotes’, e das possíveis perseguições a alunos novatos e estava um pouco apreensivo, não querendo ter nenhum problema logo no começo.
- All – grita a mãe de Allian – você não vai descer, quer chegar atrasado no primeiro dia???
- Ângela, era professora de Literatura e havia conseguido uma transferência, para uma das melhores faculdades de Minnesota, por coincidência a mesma em que Allian começaria seu curso de Filosofia.
- Não se preocupe mami – responde carinhosamente Allian, enquanto pula os últimos degraus da escada parando em frente a sua mãe e dando-lhe um forte beijo – já não estou no colegial...
- Tome logo seu café que te dou uma carona.
- Não!!! O que as garotas vão pensar de um ‘cara’ que chega com a mãe no primeiro dia de aula. Pode deixar que eu vou andando, é impossível eu me perder... São apenas dois quarteirões, fica tranqüila que seu filhinho chegará ‘são e salvo’.
Antes que sua mãe dissesse algo, All já havia saído pela porta dos fundos. Caminhando sem presa pela calçada, pensa em algo que possa animá-lo, “Seria o máximo se Eric, estivesse aqui” pensa ele, “com certeza, iríamos revolucionar essa ‘grande roça’”.
Em seu trajeto uma cena o chama a atenção interrompendo seus pensamentos. Dois garotos aparentemente bem vestidos estavam encostados em uma árvore, com uma garrafa jogada perto e ambos fumavam.... Um deles olha pra All e diz:
- ‘Qualé brother’, não quer se divertir no primeiro dia de aula...
All balança a cabeça negativamente e com muita tristeza diz a si mesmo. “Eric não está aqui, nem poderia”. Próximo ao Campus, All tenta se desvencilhar das lembranças do irmão, que lhe causava uma angústia profunda.

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Ângela, já havia se apresentado na sala dos professores, sendo bem recebida por todos, estava pronta para sua aula. Andando por aqueles corredores, vendo muitos jovens entusiasmados, sentia tanta vida naquele lugar, e uma imagem vem a sua mente, Eric com sua mochila nas costa, boné pra trás de forma que seus cabelos formavam uma pequena franja em seu rosto, dando-lhe uma aparência travessa e adolescente. Quando Eric encontrava sua mãe nos corredores do colégio, ou qualquer outro lugar, abria um sorriso enorme, dava uma piscadinha dizendo, “essa é minha princesa”...
É realmente ele fazia muita falta, seu marido convidou-a para fazer uma viajem ou ficar um tempo longe do trabalho, mas ela fazia questão de continuar. “Com certeza, a melhor distração é o trabalho”, dizia ela. “Só assim, para driblar o tempo e as lembranças. E quer coisa melhor do que estar rodeada de jovens todos lindos, chamando por mim.” Mark acabou desistindo, quem sabe estar entre os jovens faria bem a sua esposa?!

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All andava um pouco apressado nos corredores da faculdade a procura de sua sala, nem percebe quando esbarra em uma garota quase a levando ao chão junto com seus livros.
- Hey, garoto! Olhar pra frente é bom, de vez em quando – reclama a garota.
- Por favor, me desculpe – diz All, um tanto sem jeito - estou rodando a horas tentando encontrar a sala 127 do Bloco C.... Pode me ajudar.
- Que tal você pegar meus livros antes – diz a garota, olhando como se esperasse um rápido cumprimento de sua ordem.
- Claro – se desculpa All - Aqui estão...
- Então quer saber onde fica sua sala??? Vai seguindo por esse corredor a próxima sala é a 125 – ao dizer isso, Anna nota uma expressão de alívio em All - presta atenção nas placas garotinho... Uma hora você encontra.
Dizendo isso, Anna segue pelo lado oposto dando uma risadinha, depois de alguns passos ela olha pra trás e diz.
- A propósito garoto... Estamos no Bloco A.
All está tão atrasado e corre atrás de uma informação concreta, mas encara a garota com olhar ameaçador. Como se dissesse, vai ter troco. “Garotas do interior querem ser muito espertas, não perde por esperar”.

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Depois de rodar uns cinco minutos, All consegue achar a sala. “Não imaginava que esse lugar fosse tão grande, parece até um labirinto”, pensa ele. Chegando incrivelmente atrasado, aproveita que seu professor está entretido com alguma anotação e tenta entrar pelo canto da sala.
- Se perdeu meu rapaz? – indaga o professor
- Na verdade eu... – All tenta inventar alguma desculpa, mas logo é interrompido pelo professor.
- Tudo bem jovem, sem perda de tempo procure um lugar, ainda tenho uma aula pra dar.
Percebendo certa gozação e risos, All fica um tanto incomodado. Logo no início, em que queria ter uma manhã tranqüila, já tinha se aborrecido com dois ínfimos acontecimentos.
Talvez fosse o fato de não gostar da cidade, ou ter se mudado contra a vontade, mas All sentia muita hostilidade nas pessoas dali. Ele sabia que por ser um ‘cara’ tranqüilo podia se dar bem naquele lugar sem muito esforço. Poucas coisas incomodavam All, passava a maior parte do tempo em suas leituras e pesquisas, pois sempre fora amante da leitura, admirava grandes filósofos e chegava a trazer para o seu dia citações e manias de seus ídolos. Nunca foi considerado nerd por seus amigos, porque sabia se divertir e nas baladas e programas da galera, All sempre estava dentro.
All aproveita o intervalo entre uma aula e sai à procura de uma biblioteca. Agora sem presa, pode andar calmamente pelos corredores do campus, observando tudo. Via muitos grupos aleatórios espalhados pela área da faculdade, todos com alguma peculiaridade. Sentando em um banco no pátio All observa cada um que passa em sua frente, como se fizesse uma análise psicológica de seus companheiros. De repente com um longo suspiro ele pensa “com certeza, se você estivesse aqui, não teria esse problema”.
Mergulhado em seus pensamentos All reconhece uma garota em meio a um pequeno grupo que passava por perto. Antes que fosse reconhecido, tentou sair disfarçadamente, quando ouve um cara gritando.
- Davis??? Allian Davis? – pergunta o rapaz
All estranha alguém saber seu nome naquele lugar, e vira para ver quem lhe chamara. Feliz, ou infelizmente, ele para literalmente em frente à garota.
- Olá apressadinho – diz Anna, em tom sarcástico.
Antes que All responda, o rapaz interrompe o “grande” encontro.
- Não acredito que é você... – diz o rapaz – não se lembra de mim...
- Kart!... Não imaginava que pudesse encontrar algum conhecido – responde All, dando um forte abraço em seu amigo, enquanto este o saúda com um tapinha nas costas.
Como me esqueceria... Ainda me lembro das garotinhas do clube gritando “Vai Krows...”. Você está bem diferente, se lhe encontrasse na rua provavelmente não te reconheceria.
- vejo que já conheceu Anna – pergunta Kart
- Não – diz All, simultaneamente enquanto ouve um “Sim” vindo da garota.
Vocês querem entrar num acordo? – diz Kart
- Na verdade – diz Anna tomando a palavra – Seu amigo me ajudou, quando um cara muito apressado quase passou por cima de mim, derrubando meus livros; provavelmente um novato, devia estar correndo para achar algum bloco. Se não estivesse com tanta pressa eu ajudaria o rapaz, mas ele deve ter encontrado, ou recebido informações sobre as dependências do campus.
All se surpreende com a rápida estória contada por Anna, e resolve não esticar mais o assunto, já que encontrara um amigo de muito tempo. Com certeza aquilo era um bom momento do dia.
- Então – diz Kart – como veio parar aqui? E como estão todos? Não vejo à hora de encontrar com Eric, ele ainda luta, vai se surpreender quando vir que já estou chegando à última faixa.
 Kart estava tão entusiasmado ao reencontrar seu amigo, que nem percebe quando All, muda completamente sua expressão.
- Já faz seis anos que não nos vemos hem?! – All tenta se acalmar para dar uma triste notícia para o amigo – Muitas coisas aconteceram depois que você mudou e.....
Kart, apesar de passar seis anos longe do amigo, percebe que ele quer lhe contar algo sério.
- Realmente é muito bom te ver – diz All – temos muito que conversar. Você, definitivamente chegou na hora certa. Minha mãe ficará feliz em vê-lo, ela está dando aula aqui. Talvez você a encontre logo, vai ser difícil ela te reconhecer.
- Imagino D. Ângela – diz Kart – Karl, como você cresceu...
E os dois seguem pelo corredor conversando, Kart não insiste, mas sabe que algo sério aconteceu.
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Anna, que havia deixado os amigos à vontade, após o seu segundo encontro com All. Estava agora a procura de Kart. Tendo caminhado por um corredor e chegando ao pátio, avista o amigo com sua ‘sagrada’ jaqueta do time de futebol, sentado junto com All em banco próximo a entrada da biblioteca.
- Kart, tudo bem?! – diz Anna surpreendendo os dois que estavam em uma empolgante conversa – não que eu queira atrapalhar, mas você perdeu a aula de química. Esqueceu que não é mais calouro, e ainda precisa recuperar as faltas do último semestre.
- Sim mamãe – responde Kart, demonstrando que realmente estava preocupado – qual é nossa próxima aula? Perdi noção do tempo.
- Teremos uma palestra no anfiteatro de biologia para os ‘bichos’(como eram chamados, os novatos do campus) – responde Anna, e antes de ir embora, se volta para seu amigo com seu jeito irônico de sempre – só pra te lembrar, você está escalado como monitor. Não preciso te dizer o que acontece, com quem falta logo no começo neh??
Kart se levanta e prepara para seguir Anna, sabendo que já está ‘marcado’ por suas constantes faltas.
All – diz ele – Tenho mesmo que ir, talvez não haja nenhuma aula pra você hoje, aproveita para conhecer o campus, e olha bem seu quadro de aulas, porque aqui, a ‘galera pega pesado’.
- Beleza, te encontro depois. Pega meu endereço, você já deve estar acostumado com a cidade.....
- Acostumado – se intromete Anna – Karl conhece esse lugar melhor que os próprios fundadores...
- Então – diz All, um pouco mais sério – Preciso te contar algo importante, minha mãe ficará feliz em te ver. Ela anda um pouco doente.
All percebe que sua voz, começa a embargar, mas sente que ali não é hora nem local para contar os últimos acontecidos.
- Kart – diz Anna – vamos. Porque você não o leva ao ‘point’ depois da aula. Lá vocês poderão conversar e pode aproveitar pra apresentá-lo a galera.
All percebe que talvez, Anna esteja tentando ser simpática e com um sorriso faz o mesmo.
- É... Valeu pelo convite.
- Então ‘falow’, passo na sua casa mais tarde All, se prepara pra conhecer altas gatinhas...


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All estava andando pelo campus a fim de conhecer direito o local e uma nuvem de pensamentos se formava em sua mente. Estava muito feliz em ter encontrado um amigo depois de seis anos, agora se sentiria melhor na nova cidade e até mesmo na faculdade. A conversa foi tanta, e só agora se deu conta que nem havia perguntado qual curso o amigo fazia. Poderia estar no mesmo curso?? O fato é que agora, All poderia dividir coisas que vem guardando pra si há muito tempo. De repente ele lembra de uma frase de um dos imortais (os melhores escritores e filósofos p/ All). Dizia “Onde há muito sentimento, há muita dor”. Realmente, aquilo o torturava dia e noite, e vendo o quanto seus pais foram abalados pela perda do filho, sua dor aumentava. Eric fazia muita falta. All queria ter contado ‘de cara’ para Kart, mas não sabia como. Seria também muito difícil pra ele acreditar que seu amigo morrera tão jovem e com tanta saúde. Por quê??? Era o que sempre martelava na cabeça de All.

Além dos limites do meu Ser

Algo em mim me faz acreditar
Na existência de uma força maior
Que é capaz de me fazer sonhar
Dores e lágrimas chamam minha atenção
Achei que pudesse viver sem te ter
Sua ausência não é sentida pois mesmo que eu insista para que vá
Você está aqui
Mesmo que eu queira estar longe de ti e fugir da tua presença
Algo me faz crer que não fui feito para estar aqui
Algo me faz ver em mim um pouco de Você
Não sei explicar, mas não há nada nesse mundo
Que preencha o vazio da minha alma
O que me faz crer que meu lugar não é aqui
Nada que eu faça me leva pra longe de Você
Uma força maior ultrapassa meus limites,
Minha mente não é capaz de entender,
Só sei que meu lugar não é aqui,
Tudo que eu quiser poderei ter,
Mas esse tudo é muito pouco
quando olho para você.
 SANA.N.K.P

Curte aí um poema Em Kriol - Língua Da guiné Bissau

kriol

Na kal lingu ke n na skirbi (Em que língua escrever)
Ña diklarasons di amor? (As declarações de amor?)
Na kal lingu ke n na kanta (Em que língua cantar)
Storias ke n kontado? (As histórias que ouvi contar?)
Na kal lingu ke n na skirbi (Em que língua escrever)
Pa n konta fasañas di mindjeris (Contando os feitos das mulheres)
Ku omis di ña tchon? (E dos homens do meu chão?)
Kuma ke n na papia di no omis garandi (Como falar dos velhos)
Di no pasadas ku no kantigas? (Das passadas e cantigas?)
Pa n kontal na kriol? (Falarei em crioulo?)
Na kriol ke n na kontal! (Falarei em crioulo!)
Ma kal sinal ke n na disa (Mas que sinais deixar)
Netus di no djorson? (Aos netos deste século?) ...
Ña rekadu n na disal tambi na n fodja (Deixarei o recado num pergaminho)
N e lingu di djinti (Nesta língua lusa)
E lingu ke n ka ntindi (Que mal entendo)

A hora do Conto: Que horas são?: Baixe aqui conto Bola de Sebo Guy de Maupassant

A hora do Conto: Que horas são?: Baixe aqui conto Bola de Sebo Guy de Maupassant: http://www.4shared.com/document/BjH2toUF/Bola_de_Sebo__Guy_de_Maupassan.htm

Breve contos do Voltaire

Voltaire

Baixe aqui conto Bola de Sebo Guy de Maupassant

http://www.4shared.com/document/BjH2toUF/Bola_de_Sebo__Guy_de_Maupassan.htm

Leitura recomendada : Venha ver o pôr do Sol ( Lygia Fagundes Telles)


Ela subiu sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam
rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. Nomeio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga infantil era a única nota viva na quietudeda tarde.
Ele a esperava encostado a uma árvore. Esguio e magro, metido num largo blusãoazul-marinho, cabelos crescidos e desalinhados, tinham um jeito jovial de estudante. Ela encarou-o, séria. E olhou para os próprios sapatos.
- Vejam que lama. Só mesmo você inventaria um encontro num lugar destes. Queidéia, Ricardo, que idéia! Tive que descer do taxi lá longe, jamais ele chegaria aqui em cima.
Ele sorriu entre malicioso e ingênuo.
- Jamais, não é? Pensei que viesse vestida esportivamente e agora me aparece nessaelegância me aparece nessa elegância...Quando você andava comigo, usava unssapatões de sete-léguas, lembra?
- Foi para falar sobre isso que você me fez subir até aqui?- perguntou ela, guardandoas luvas na bolsa. Tirou um cigarro.- Hem?!
- Ah, Raquel...- e ele tomou-a pelo braço rindo.
- Você está uma coisa de linda. E fuma agora uns cigarrinhos pilantras, azul e
dourado...Juro que eu tinha que ver uma vez toda essa beleza, sentir esse perfume.
Então fiz mal?
- Podia Ter escolhido um outro lugar, não? Abrandara a voz E que é isso aí? Um cemitério?
Ele voltou-se para o velho muro arruinado. Indicou com o olhar o portão de ferro,carcomido pela ferrugem.
- Cemitério abandonado, meu anjo. Vivo e mortos, desertaram todos. Nem os
fantasmas sobraram, olha aí como as criancinhas brincam sem medo acrescentou, lançando um olhar às crianças rodando na sua ciranda. Ela tragou lentamente. Soprou
a fumaça na cara do companheiro. Sorriu. - Ricardo e suas idéias. E agora? Qual é o programa?Brandamente ele a tomou pela cintura.
- Conheço bem tudo isso, minha gente está enterrada aí. Vamos entrar um instante e te mostrarei o pôr do sol mais lindo do mundo.
Perplexa, ela encarou-o um instante. E vergou a cabeça para trás numa risada.
- Ver o pôr do sol!...Ah, meu Deus...Fabuloso, fabuloso!...Me implora um último encontro, me atormenta dias seguidos, me faz vir de longe para esta buraqueira, só mais uma vez, só mais uma! E para quê? Para ver o pôr do sol num cemitério...
Ele riu também, afetando encabulamento como um menino pilhado em falta.
- Raquel minha querida, não faça assim comigo. Você sabe que eu gostaria era de te levar ao meu apartamento, mas fiquei mais pobre ainda, como se isso fosse possível. Moro agora numa pensão horrenda, a dona é uma Medusa que vive espiando peloburaco da fechadura...
- E você acha que eu iria?
- Não se zangue, sei que eu iria, você está sendo fidelíssima. Então pensei, se pudéssemos conversar um instante numa rua afastada...- disse ele, aproximando-se mais. Acariciou-lhe o braço com s pontas dos dedos. Ficou sério. E aos poucos, inúmeras rugazinhas foram se formando em redor dos seus olhos ligeiramente apertados. Os leques de rugas se aprofundaram numa expressão astuta. Não era nesse instante tão jovem como aparentava. Mas logo sorriu e a rede de rugas desapareceu sem deixar vestígio. Voltou-lhe novamente o ar inexperiente e meio desatento Você fez bem em vir.
- Quer dizer que o programa... E não podíamos tomar alguma coisa num bar?
- Estou sem dinheiro, meu anjo, vê se entende.
- Mas eu pago.
- Com o dinheiro dele? Prefiro beber formicida. Escolhi este passeio porque é de graça e muito decente, não pode haver passeio mais decente, não concorda comigo? Até romântico.
Ela olhou em redor. Puxou o braço que ele apertava.
- Foi um risco enorme Ricardo. Ele é ciumentíssimo. Está farto de saber que tive meus casos. Se nos pilha juntos, então sim, quero ver se alguma das suas fabulosas idéias vai me consertar a vida.
- Mas me lembrei deste lugar justamente porque não quero que você se arrisque, meu anjo. Não tem lugar mais discreto do que um cemitério abandonado, veja, completamente abandonado prosseguiu ele, abrindo o portão. Os velhos gonzos gemeram. Jamais seu amigo ou um amigo do seu amigo saberá que estivemos aqui.
- É um risco enorme, já disse . Não insista nessas brincadeiras, por favor. E se vem um enterro? Não suporto enterros.
- Mas enterro de quem? Raquel, Raquel, quantas vezes preciso repetir a mesma coisa?! Há séculos ninguém mais é enterrado aqui, acho que nem os ossos sobraram, que bobagem. Vem comigo, pode me dar o braço, não tenha medo...
O mato rasteiro dominava tudo. E, não satisfeito de Ter-se alastrado furioso pelos canteiros, subira pelas sepulturas, infiltrando-se ávido pelos rachões dos mármores,
invadira alamedas de pedregulhos esverdinhados, como se quisesse com a sua
violenta força de vida cobrir para sempre os últimos vestígios da morte. Foram
andando vagarosamente pela longa alameda banhada de sol. Os passos de ambos ressoavam sonoros como uma estranha música feita do som das folhas secas trituradas sobre os pedregulhos. Amuada mas obediente, ela se deixava conduzir como uma criança. Às vezes mostrava certa curiosidade por uma ou outra sepultura com os pálidos medalhões de retratos esmaltados.
- É imenso, hem? E tão miserável, nunca vi um cemitério mais miserável, é
deprimente exclamou ela atirando a ponta do cigarro na direção de um anjinho de cabeça decepada.- Vamos embora, Ricardo, chega.
- Ah, Raquel, olha um pouco para esta tarde! Deprimente por quê? Não sei onde foi que eu li, a beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da tarde, está no crepúsculo, nesse meio-tom, nessa ambigüidade. Estou lhe dando um crepúsculo numa bandeja e você se queixa.
- Não gosto de cemitério, já disse. E ainda mais cemitério pobre. Delicadamente ele beijou-lhe a mão.
- Você prometeu dar um fim de tarde a este seu escravo.
- É, mas fiz mal. Pode ser muito engraçado, mas não quero me arriscar mais.
- Ele é tão rico assim?
- Riquíssimo. Vai me levar agora numa viagem fabulosa até o Oriente. Já ouviu falar no Oriente? Vamos até o Oriente, meu caro...
Ele apanhou um pedregulho e fechou-o na mão. A pequenina rede de rugas voltou a se estender em redor dos seus olhos. A fisionomia, tão aberta e lisa, repentinamente
escureceu, envelhecida. Mas logo o sorrisso reapareceu e as rugazinhas sumiram.
- Eu também te levei um dia para passear de barco, lembra?
Recostando a cabeça no ombro do homem, ela retardou o passo.
- Sabe Ricardo, acho que você é mesmo tantã...Mas, apesar de tudo, tenho às vezes
saudade daquele tempo. Que ano aquele! Palavra que, quando penso, não entendo até
hoje como agüentei tanto, imagine um ano...
- É que você tinha lido A dama das Camélias, ficou assim toda frágil, toda sentimental. E agora? Que romance você está lendo agora. Hem?
- Nenhum- respondeu ela, franzindo os lábios. Deteve-se para ler a inscrição de uma laje despedaçada: - A minha querida esposa, eternas saudades- leu em voz baixa. Fez um muxoxo.- Pois sim. Durou pouco essa eternidade.
Ele atirou o pedregulho num canteiro ressequido.
Mas é esse abandono na morte que faz o encanto disto. Não se encontra mais a menor intervenção dos vivos, a estúpida intervenção dos vivos. Veja- disse, apontando uma sepultura fendida, a erva daninha brotando insólita de dentro da fenda -, o musgo já cobriu o nome na pedra. Por cima do musgo, ainda virão as raízes, depois as folhas...Esta a morte perfeita, nem lembrança, nem saudade, nem o nome sequer.
Nem isso.
Ela aconchegou-se mais a ele. Bocejou.
- Está bem, mas agora vamos embora que já me diverti muito, faz tempo que não me
divirto tanto, só mesmo um cara como você podia me fazer divertir assim Deu-lhe
um rápido beijo na face.- Chega Ricardo, quero ir embora.
- Mais alguns passos...
- Mas este cemitério não acaba mais, já andamos quilômetros! Olhou para atrás.
Nunca andei tanto, Ricardo, vou ficar exausta.
- A boa vida te deixou preguiçosa. Que feio lamentou ele, impelindo-a para frente.
Dobrando esta alameda, fica o jazigo da minha gente, é de lá que se vê o pôr do sol.
E, tomando-a pela cintura: - Sabe, Raquel, andei muitas vezes por aqui de mãos dadas
com minha prima. Tínhamos então doze anos. Todos os domingos minha mãe vinha
trazer flores e arrumar nossa capelinha onde já estava enterrado meu pai. Eu e minha priminha vínhamos com ela e ficávamos por aí, de mãos dadas, fazendo tantos planos.
Agora as duas estão mortas.
- Sua prima também?
- Também. Morreu quando completou quinze anos. Não era propriamente bonita, mas tinha uns olhos...Eram assim verdes como os seus, parecidos com os seus.Extraordinário, Raquel, extraordinário como vocês duas...Penso agora que toda a beleza dela residia apenas nos olhos, assim meio oblíquos, como os seus.
- Vocês se amaram?
- Ela me amou. Foi a única criatura que...- Fez um gesto. Enfim não tem
importância.
Raquel tirou-lhe o cigarro, tragou e depois devolveu-o
- Eu gostei de você, Ricardo.
- E eu te amei. E te amo ainda. Percebe agora a diferença?
Um pássaro rompeu o cipreste e soltou um grito. Ela estremeceu.
- Esfriou, não? Vamos embora.
- Já chegamos, meu anjo. Aqui estão meus mortos.
Pararam diante de uma capelinha coberta de alto a baixo por uma trepadeira
selvagem, que a envolvia num furioso abraço de cipós e folhas. A estreita porta rangeu
quando ele a abriu de par em par. A luz invadiu um cubículo de paredes enegrecidas, cheias de estrias de antigas goteiras. No centro do cubículo, um altar meio desmantelado, coberto por uma toalha que adquirira a cor do tempo. Dois vasos de desbotada opalina ladeavam um tosco crucifixo de madeira. Entre os braços da cruz,
uma aranha tecera dois triângulos de teias já rompidas, pendendo como farrapos de um manto que alguém colocara sobre os ombro do Cristo. Na parede lateral, à direita
da porta, uma portinhola de ferro dando acesso para uma escada de pedra, descendo em caracol para a catacumba.
Ela entrou na ponta dos pés, evitando roçar mesmo de leve naqueles restos da capelinha.
- Que triste é isto, Ricardo. Nunca mais você esteve aqui?
Ele tocou na face da imagem recoberta de poeira. Sorriu melancólico.
- Sei que você gostaria de encontrar tudo limpinho, flores nos vasos, velas, sinais da minha dedicação, certo?
- Mas já disse que o que eu mais amo neste cemitério é precisamente esse abandono, esta solidão. As pontes com o outro mundo foram cortadas e aqui a morte se isolou total. Absoluta. Ela adiantou-se e espiou através das enferrujadas barras de ferro da portinhola. Na semi-obscuridade do subsolo, os gavetões se estendiam ao longo das quatro paredes
que formavam um estreito retângulo cinzento.
- E lá embaixo?
- Pois lá estão as gavetas. E, nas gavetas, minhas raízes. Pó, meu anjo, pó- murmurou ele. Abriu a portinhola e desceu a escada. Aproximou-se de uma gaveta no centro da parede, segurando firme na alça de bronze, como se fosse puxá-la. A cômoda de pedra. Não é grandiosa?
Detendo-se no topo da escada, ela inclinou-se mais para ver melhor.
- Todas estas gavetas estão cheias?
- Cheias?...- Sorriu.- Só as que tem o retrato e a inscrição, está vendo? Nesta está o retrato da minha mãe, aqui ficou minha mãe- prosseguiu ele, tocando com as pontas dos dedos num medalhão esmaltado, embutido no centro da gaveta.
Ela cruzou os braços. Falou baixinho, um ligeiro tremor na voz.
- Vamos, Ricardo, vamos.
- Você está com medo?
- Claro que não estou é com frio. Suba e vamos embora, estou com frio!
Ele não respondeu. Adiantara-se até um dos gavetões na parede oposta e acendeu um fósforo. Inclinou-se para o medalhão frouxamente iluminado:
- A priminha Maria Emília. Lembro-me até do dia em que tirou esse retrato. Foi umas duas semanas antes de morrer... Prendeu os cabelos com uma fita azul e vejo se exibir, estou bonita? Estou bonita?...- Falava agora consigo mesmo, doce e gravemente.- Não, não é que fosse bonita, mas os olhos...Venha ver, Raquel, é impressionante como tinha olhos iguais aos seus.
Ela desceu a escada, encolhendo-se para não esbarrar em nada.
- Que frio que faz aqui. E que escuro, não estou enxergando...
Acendendo outro fósforo, ele ofereceu-o à companheira.
- Pegue, dá para ver muito bem...- Afastou-se para o lado.- Repare nos olhos.
- Mas estão tão desbotados, mal se vê que é uma moça...- Antes da chama se apagar, aproximou-a da inscrição feita na pedra. Leu em voz alta, lentamente.- Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida...- Deixou cair o palito e ficou um instante imóvel Mas esta não podia ser sua namorada, morreu há mais de cem anos! Seu menti...
Um baque metálico decepou-lhe a palavra pelo meio. Olhou em redor. A peça estava deserta. Voltou o olhar para a escada. No topo, Ricardo a observava por detrás da portinhola fechada. Tinha seu sorriso meio inocente, meio malicioso.
- Isto nunca foi o jazigo da sua família, seu mentiroso? Brincadeira mais cretina! exclamou ela, subindo rapidamente a escada. Não tem graça nenhuma, ouviu? Ele esperou que ela chegasse quase a tocar o trinco da portinhola de ferro. Então deu uma volta à chave, arrancou-a da fechadura e saltou para trás.
- Ricardo, abre isto imediatamente! Vamos, imediatamente! ordenou, torcendo o trinco.- Detesto esse tipo de brincadeira, você sabe disso. Seu idiota! É no que dá seguir a cabeça de um idiota desses. Brincadeira mais estúpida!
- Uma réstia de sol vai entrar pela frincha da porta, tem uma frincha na porta. Depois,vai se afastando devagarinho, bem devagarinho. Você terá o pôr do sol mais belo do mundo.
Ela sacudia a portinhola.
- Ricardo, chega, já disse! Chega! Abre imediatamente, imediatamente!- Sacudiu a portinhola com mais força ainda, agarrou-se a ela, dependurando-se por entre as
grades. Ficou ofegante, os olhos cheios de lágrimas. Ensaiou um sorriso.- Ouça, meu bem, foi engraçadíssimo, mas agora preciso ir mesmo, vamos, abra... Ele já não sorria. Estava sério, os olhos diminuídos. Em redor deles, reapareceram as rugazinhas abertas em leque.
- Boa noite, Raquel.
- Chega, Ricardo! Você vai me pagar!...- gritou ela, estendendo os braços por entre as grades, tentando agarrá-lo.- Cretino! Me dá a chave desta porcaria, vamos!- exigiu,examinando a fechadura nova em folha. Examinou em seguida as grades cobertas por uma crosta de ferrugem. Imobilizou-se. Foi erguendo o olhar até a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo. Encarou-o, apertando contra a grade a face sem cor. Esbugalhou os olhos num espasmo e amoleceu o corpo. Foi escorregando.
- Não, não...
Voltado ainda para ela, ele chegara até a porta e abriu os braços. Foi puxando as duas folhas escancaradas.
- Boa noite, meu anjo.
Os lábios dela se pregavam um ao outro, como se entre eles houvesse cola. Os olhos rodavam pesadamente numa expressão embrutecida.
- Não...
Guardando a chave no bolso, ele retomou o caminho percorrido. No breve silêncio, o som dos pedregulhos se entrechocando úmidos sob seus sapatos. E, de repente, o grito medonho, inumano:
- Não!
Durante algum tempo ele ainda ouviu os gritos que se multiplicaram, semelhantes aos de um animal sendo estraçalhado. Depois, os uivos foram ficando mais remotos, abafados como se viessem das profundezas da terra. Assim que atingiu o portão do cemitério, ele lançou ao poente um olhar mortiço. Ficou atento. Nenhum ouvido
humano escutaria agora qualquer chamado. Acendeu um cigarro e foi descendo aladeira. Crianças ao longe brincavam de roda.

 

Participem !!

Nossos encontro dia 30/08/2011- Aula Gêneros literários

Análise da Música Eduardo e Mônica:

Eduardo e Mônica

Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não tô legal", não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo"
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?





























Nossos encontros 24/09/2011

Neste sábado pela manhã fizemos a análise literária da música :

Melô Do Marinheiro

Os Paralamas do Sucesso

Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...(2x)
Aceitei, me engajei
Fui conhecer a embarcação
A popa e o convés
A proa e o timão
Tudo bem bonito
Prá chamar a atenção
Foi quando eu percebi
Um balde d'água e sabão
Tá vendo essa sujeira
Bem debaixo dos seus pés?
Pois deixa de moleza
E vai lavando esse convés...
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...
Quando eu dei por mim
Eu já estava em alto-mar
Sem a menor chance
Nem maneira de voltar
Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...
Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata no porão
Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata...
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...
Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata no porão...(2x)
Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...(2x)
Oh! Marinheiro, Marinheiro
(Marinheiro só!)
Foi quem te ensinou a nadar
Ou foi o tombo do navio
Ou foi o balanço do mar...(2x)
Tá vendo essa sujeira
Bem debaixo dos seus pés?
Pois deixa de moleza
E vai lavando esse convés...
Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...(3x)